quinta-feira, 14 de junho de 2012

Clientes reclamam da falta de sinal em celular



Mais de 253 milhões de aparelhos celulares estavam nas mãos dos brasileiros, no mês de abril, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Foram 2,2 milhões de novas aquisições somente em um mês.
Mas ter o cobiçado aparelho não significa que o serviço prestado para voz ou acesso a internet será de qualidade. É o que mostra a pesquisa da consultoria CVA Solutions, divulgada com exclusividade para o Valor.

De acordo com o levantamento feito em todo o país com 7,2 mil clientes pré e pós-pagos, em março, 70% afirmaram que trocariam de operadora de celular, por estarem insatisfeitos com os serviços prestados.
O principal problema apontado pela mostra é a ausência de sinal. Embora seja relativamente fácil adquirir um aparelho, pois as lojas oferecem modelos de smartphones por menos de R$ 400, e os planos de dados estão mais acessíveis, a qualidade do serviço deixa a desejar, afirmou o coordenador da pesquisa, Sandro Cimatti.
O coordenador lembra que os usuários estão mais exigentes a cada ano. E, com a evolução tecnológica, isso ganha mais proporções. "Se antes era o serviço de voz que mais crescia, com os smartphones, o serviço de dados acrescentou um ponto de atenção ao cliente. Ambos não podem falhar", opinou.
A TIM, que tem um posicionamento bastante agressivo em termos de promoções de planos, é a mais reclamada em relação à falta de sinal. Cerca de 75,3% dos clientes pré-pagos da operadora ouvidos pela pesquisa queixam-se da falta de comunicação na rede. O percentual aumenta para 82,3% quando os clientes são pós-pagos.
Mas o horizonte não é muito melhor para as demais operadoras, todas com uma média de 70% de reclamações em relação ao mesmo problema. A ausência de sinal expõe uma dificuldade que as teles têm enfrentado em um ambiente de demanda crescente. "A infraestrutura não acompanha", ressaltou Cimatti, da CVA.
Outro ponto a ser observado pelas empresas, sobretudo em um momento de adição de um novo padrão tecnológico (4G), é em relação à clareza das informações passadas aos clientes. Essa foi a terceira maior queixa registrada pela pesquisa, atrás dos problemas que os call centers não conseguem solucionar.
O discurso das operadoras, entretanto, é o de que estão constantemente investindo em infraestrutura, treinamento de funcionários e melhora nos serviços. Para a TIM, essas melhorias são uma "prioridade estratégica". Em nota, a empresa informou que vai investir 80% dos R$ 9 bilhões previstos para o Brasil, até 2014.
A Claro, também em nota, afirmou que "já está trabalhando na reformulação do seu site para facilitar a navegação dos clientes".
A Oi disse que "o plano de negócios para o período 2012-2015 prevê investimentos de R$ 24 bilhões, que serão destinados à implantação e expansão da rede móvel, ampliando a cobertura nacional, e também para projetos de expansão e qualidade da infraestrutura de banda larga".
A Algar Telecom, detentora da marca CTBC, esclareceu, por meio de nota, "que os números apurados não condizem com a realidade de sua área de concessão, em conformidade com aferição realizada por meio de pesquisa contratada pela operadora nos 87 municípios em que atua".
A Nextel não atendeu ao pedido de entrevista feito pelo Valor.
Diante das deficiências, a solução para os usuários poderia ser mudar de operadora. O recurso é possível desde 2008 e permite ao cliente levar seu número para outra tele, sem custos e em até cinco dias.
No entanto, de acordo com dados da Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom), empresa que administra a portabilidade numérica no país, dos pedidos de migração feitos pelos usuários, cerca de 15% não são efetivados, ou seja, param em alguma etapa do processo.
Para o coordenador da pesquisa da CVA, o brasileiro acaba desistindo porque acha a migração burocrática. Ele compara a portabilidade em telefonia com a bancária, em que esse recurso foi lançado em 2009. Para Cimatti, apesar de a área bancária ser mais madura que a de telefonia, os clientes de bancos não fazem portabilidade. Por isso, ele não se surpreende pelo baixo índice em telecomunicação.
O consultor Frederico Barbosa, da Europraxis, avalia que será um desafio para as operadoras terem de oferecer novas tecnologias, quando os serviços existentes ainda deixam muito a desejar.

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quarta-feira, 6 de junho de 2012

domingo, 3 de junho de 2012

Algar Telecom e Tesa Telecom firmam acordo para teste piloto de operação MVNO


Pablo Solano NOTÍCIAS - Info & Ti

 
Anúncio foi feito hoje durante o MVNO Summit, com demonstração do projeto piloto em funcionamento
 
A Tesa Telecom, empresa com atuação no mercado corporativo, acaba de anunciar o projeto piloto de MVNO, que terá foco na entrega de serviços quadri-play em todo o território nacional.  Inicialmente, os testes envolvem serviços machine-to-machine (M2M) e numa segunda etapa, entram os serviços de voz. A Tesa pretende oferecer estes serviços  para sua base de clientes corporativos, como parte da estratégia de expansão da oferta por meio de um conjunto de serviços de valor agregado.
 
O projeto conta com a participação da Algar Telecom, empresa de telecomunicações do Grupo Algar, como MNO (Mobile Network Operator) e Transtelco, como MVNE (Mobile Virtual Network Enabler), que também conta com a plataforma de billing da Capernow, e soluções da camada de Telecom da Bichara e Orange Tecnologia.
 
Detentora de outorgas de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) e STFC (Serviço Telefônico Fixo Comutado), com foco no segmento corporativo, a Tesa é uma das principais operadoras de telecomunicações do mercado nacional e a principal fornecedora de serviços IP do país, tendo em sua carteira  empresas de médio e grande porte,  atuando também na gestão de telecom e infraestrutura  de empreendimentos comerciais, hotéis e centros de convenções . Com a sua MVNO a empresa pretende ampliar seu mercado a partir da oferta de serviços quadri-play e ofertar soluções machine-to-machine especializadas.
 
Roberto Miranda, presidente da Tesa Telecom, comenta que todos os desafios para colocar em atividade o primeiro piloto de uma MVNO no Brasil foram superados graças ao envolvimento dos parceiros tecnológicos. “Foi um projeto que nasceu da nossa visão de mercado, que sente a necessidade da entrega de serviços de melhor qualidade e convergentes. Como operadora virtual, a Tesa terá seu portfolio de serviços ampliado qualitativamente e o nosso comprometimento é garantir o melhor atendimento a nossos clientes.”, declara o executivo.
 
Osvaldo Carrijo, diretor de Varejo da Algar Telecom, detentora da marca CTBC, comenta que o sucesso da parceria foi a estratégia clara da MVNO e a implantação convincente por parte da MVNE  aliado à flexibilidade e agilidade da Algar. Carrijo acredita  no  modelo machine-to-machine e espera que o processo de outorga na Agência transcorra no menor prazo possível, de forma a viabilizar comercialmente o modelo de voz.  
 
Rodrigo Vian, diretor da Transtelco, que atua como MVNE no projeto, comenta que os prazos foram todos cumpridos e que os nossos 100 primeiros sim cards do projeto piloto já estão funcionando, registrados no nosso HLR e sendo bilhetados pela nossa platafoma.    “A velocidade, bem como a qualidade da rede da Algar Telecom e seus acordos de roaming são fundamentais  para garantir a entrega dos serviços de dados, enquanto que a Capernow fornece a plataforma de billing, que garante cross disconting,  billing de multi serviços com ferramentas de suporte integradas para viabilizar o melhor atendimento para o cliente final. Já a Bichara e a Orange Tecnologia, fornecedoras de toda camada de telecom, garantem flexibilidade e velocidade de configurações, itens fundamentais para operação MVNO no Brasil. A parceria dessas empresas possibilitou fornecermos toda a solução integrada e agora testada e funcionado em modelo “as a service” na Tesa Telecom, o que financeiramente  facilitou a aprovação do projeto MVNO ”, afirma o  executivo.
 
Sobre a Algar Telecom
 
Diferenciada pelo atendimento eficaz e uso de tecnologias inovadoras, a Algar Telecom, detentora da marca CTBC, é uma empresa brasileira pertencente ao Grupo Algar – que oferece telefonia fixa, celular, internet banda larga (3G e ADSL), comunicação de dados, TV por assinatura (DTH e cabo) e código 12 de longa distância nacional e internacional. Para ao mercado corporativo a empresa ainda oferece serviços de TI e serviços diferenciados de gerenciamento.
 
Com mais de 800 mil clientes, a Algar Telecom atua há mais de 58 anos no mercado e hoje está presente nas principais regiões do Brasil, como Minas Gerais, São Paulo, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná.
 
Empresa com as melhores práticas de governança corporativa, a companhia estabelece relacionamentos duradouros, além de disseminar práticas sustentáveis a toda a sua cadeia de valor.

sábado, 2 de junho de 2012

Vodafone lança smartphone de baixo custo

O aparelho custa menos de 99 euros nos países europeus onde a operadora está presente
A maior operadora de celular da Europa, a Vodafone, lançou um smartphone na Inglaterra ao preço de  70 pounds (cerca de R$ 250,00) com sua própria marca. No restante da Europa, será comercilizado por menos de 99 euros.

O aparelho tem câmara de 3.2 MP e 512MB de memória RAM e é baseado no sistema operacional Android. "Este é o mais importante aparelho que já lançamos, afirmou o diretor de terminais da operadora, Patrick Chomet. ( agências internacionais). 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A operadora inglesa Virgin Mobile deve chegar ao Brasil em 2013


  Uma nova operadora de telefonia móvel está chegando ao Brasil. Em 2013, a Virgin Mobile deve entrar no mercado brasileiro. Presente em quatro continentes, a companhia está iniciando suas operações na América Latina. Os investimentos começaram no Chile há seis semanas e, agora, Colômbia e Brasil estão no alvo da empresa.

A novidade sobre a chegada da Virgin ao Brasil foi revelada pelo vice-presidente sênior do grupo na América Latina, Jeffery Buckwalker. O diretor anunciou nesta terça (29), durante o MVNO Summit Latin America 2012, que até a metade do próximo do ano as operações da companhia vão começar no Brasil.
O foco em consumidores jovens faz parte da filosofia da Virgin em seus negócios de telecomunicações mundo afora. A companhia marca presença em mercados maduros como os Estados Unidos (onde utiliza a rede da Sprint), França, Austrália, Canadá e Reino Unido.
Na América do Sul, a Virgin Mobile quer se tornar a principal operadora virtual móvel nos próximos 5 anos. Por enquanto ela está presente somente no Chile, onde a rede foi inaugurada há seis semanas. O segundo país a receber será a Colômbia, onde já está previsto o inicio de suas operações no segundo semestre deste ano. Em seguida, os olhores se voltarão para o Brasil.
Entenda como funciona uma operadora móvel virtual
Para os consumidores, a Virgin Mobile atuará como uma sexta concorrente no mercado brasileiro, oferecendo suas próprias tarifas, planos e aparelhos. A operação interna, no entanto, dependerá da infraestrutura de rede de outra empresa (Vivo, Claro, Tim ou Oi), uma vez que a operadora não investirá em infraestrutura. Em todos os países em que atua, a Virgin também aluga redes de outras empresas
As operadoras móveis virtuais surgiram no mercado internacional por dois motivos: para utilizar parte da banda não utilizada de uma rede de telefonia robusta; ou para forçar a concorrência interna, com a diminuição das ofertas para o consumidor. Aqui no Brasil, o regulamento da Anatel prevê a presença das OMVs, as operadoras móveis virtuais. Algumas empresas têm interesse pelo negócio, mas não houve grande lançamento nessa será até o momento. Caso a Virgin Mobile realmente desembarque por aqui, será a primeira companhia a usar o modelo e oferecer o serviço de telecomunicações para um amplo público consumidor.
A Porto Seguro foi a primeira a anunciar um acordo com a TIM para se tornar a primeira "OMV" brasileira. A implementação do negócio, porém, não anda conforme o esperado.
Virgin alugará rede de outra operadora para atuar no Brasil
A companhia negocia com as demais operadoras para desembarcar no país como uma prestadora virtual de serviços móveis. Devido ao relacionamento que mantém com a Movistar no Chile, uma empresa do grupo Telefônica, é provável que a Virgin Mobile chegue ao Brasil em parceria com a Vivo (que recentemente unificou sua operação com os serviços de telefonia fixa, banda larga e televisão por assinatura do grupo espanhol). No entanto, a Virgin Mobile afirma que negocia com todas as operadoras brasileiras para definir qual infraestrutura de rede será usada na operação nacional.
Vale destacar que o Grupo Virgin é o responsável pelas companhias, mas cada país tem a sua franquia com administração própria. Sendo assim, ainda não há como realizar muitas previsões sobre a sua atuação no mercado brasileiro. De qualquer forma, a Virgin Mobile tem um posicionamento em comum em todos estes locais e que deve chegar ao nosso país: seu foco nos planos pré-pagos e controle, oferecendo pacotes com bônus de minutos e dados.

Operadora Virgin Mobile deve desembarcar no Brasil em 2013

Investimentos começaram no Chile e vão passar pela Colômbia até chegar ao Brasil. Público jovem é o foco da empresa
Olhar Digital, 30 de Maio de 2012 | 12:15h







Virgin Mobile
A partir de 2013, o Brasil deve receber uma nova operadora de telefonia móvel virtual. Presente em dez países espalhados por quatro continentes, a Virgin Mobile desembarca no país no ano que vem para oferecer um novo conceito de comunicação mobile voltado ao público jovem, de acordo com a Teletime.

Os investimentos começaram no Chile há seis semanas, mas a operadora já estava trabalhando na África do Sul, Austrália, Canadá, Estados Unidos, França, Índia, Inglaterra, Catar e Singapura. Agora, Colômbia e Brasil estão no alvo da empresa, segundo o vice-presidente sênior do grupo na América Latina, Jeffrey Buckwalker. Durante o MVNO Summit Latin America 2012, nesta terça-feira (29/05), em São Paulo, o executivo disse que até a metade do próximo ano as operações da companhia terão início no território nacional.

A tática de atingir um setor mais jovem não é incomum. A Virgin Mobile é conhecida por atuar principalmente para este consumidor e espera que, nos próximos cinco anos, se torne a principal operadora móvel da América Latina. A Colômbia deve inicar suas operações no segundo semestre deste ano. Já o Brasil será o terceiro mercado a abrigar a companhia.

Como funcionam as OMVs?

Conhecidas como MVNOs, as operadoras virtuais não possuem uma base física e, por isso, alugam a infraestrutura de operadoras já existentes no mercado para realizar suas operações. No caso da Virgin, a companhia aluga redes de outras empresas em todos os países em que atua e será a primeira a usar esse tipo de modelo no Brasil. As OMVs no país já estão regulamentadas pela Anatel.

No Chile, por exemplo, a Virgin utiliza a operadora Movistar, uma empresa do Grupo Telefônica, para fornecer infraestrutura física de suas tecnologias. Com isso, tudo leva a crer que a Vivo seja a operadora responsável pela distribuição de equipamentos para a instalação da Virgin Mobile no Brasil. Contudo, vale lembrar que a empresa negocia com todas as operadoras brasileiras para definir qual modelo de rede será adotado.
MVNO da Datora Telecom e Porto Seguro estreiam comercialmente no segundo semestre
TELETIME, terça-feira, 29 de maio de 2012, 17h41


Duas das três operadoras que usarão a rede da TIM para atuar como MVNO (operadora móvel virtual) atuarão comercialmente a partir da segunda metade deste ano. A Datora Telecom e a Porto Seguro têm os projetos mais avançados entre os que estão em previstos para atuar em parceria com a tele. “Elas estão com tudo certo e em breve poderão estrear”, garante o gerente sênior da TIM, Eduardo Resende.
Por sua vez, a francesa Sisteer ainda está com sua operação MVNO em fase de projetos com a TIM. Por este motivo, sua estreia comercial se mantém indefinida.
Vale ressaltar que a Datora, além de trabalhar em seu próprio projeto de MVNO, também participa dos projetos da Porto Seguro, Sisteer e Virgin Mobile como agregadora de redes.
Segundo Resende, à medida que as MVNOs já encaminhadas chegam ao mercado, a operadora vai fechando novos contratos com interessados em atuar nesse modelo, alugando capacidade de rede da TIM. “Já temos conversas adiantadas com outras seis empresas e outras tantas que nos procuram para sondagem”, disse o executivo
Hoje a operadora procura negociar com suas parceiras de MVNO não apenas a capacidade de rede, mas parte do planejamento do negócio e da operação, afirma o executivo. “Procuramos um relacionamento para desenvolver uma estratégia de médio e longo prazo e não apenas a remuneração pelo uso da rede”, disse.

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