sexta-feira, 15 de junho de 2012

4G deve impulsionar compra por celula


Folha de Sao Paulo, 15/06/2012

A chegada do celular de quarta geração, a partir do leilão concluído nesta semana, deve impulsionar o mobile commerce (m-commerce, comércio móvel) no país, informa reportagem de Marianna Aragão e Helton Simões Gomes publicada na Folha desta sexta-feira.
A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Isso porque a tecnologia tende a baixar os preços para pacotes de dados do 3G, ampliando sua base de usuários.
O m-commerce já atrai empresas brasileiras do varejo tradicional e do comércio eletrônico, que passaram a vender seus produtos por meio de tablets e smartphones.
Por trás do interesse, está o avanço das vendas desse tipo de aparelho, alavancado pelo aumento dos usuários de internet móvel no país --que poderão navegar na rede 4G a partir de 2013.
No Brasil, segundo pesquisa divulgada em maio, realizada pelo Google em parceria com o instituto Ipsos, 31% dos usuários de smartphones já adquiriram um produto ou serviço usando seus dispositivos móveis.
Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress

Empresas já investem em aplicativos ou adaptação para celular


 Análise

LUCIANO CRIPPA
ESPECIAL PARA A FOLHA
Apenas em 2011, foram vendidos no Brasil cerca de 8,9 milhões de smartphones e esse número deverá crescer ainda mais neste ano. No total, serão quase 15,5 milhões de aparelhos vendidos.
Até o fim de 2015, pouco mais da metade dos celulares vendidos no país deverá ser do tipo smartphone, trazendo uma nova e crescente realidade: as pessoas carregarão a internet no bolso, podendo realizar qualquer operação, desde uma simples pesquisa até a compra ou a venda de um produto.
O comércio eletrônico no Brasil movimentou aproximadamente R$ 18,7 bilhões em 2011, um crescimento de 26,4% ante o ano de 2010.
Parece alto. Porém, esses números, colocados sob uma perspectiva de cinco anos, são ainda mais impressionantes, passando de pouco mais de R$ 6 bilhões em 2007 para os atuais R$ 18,7 bilhões.
A internet passou a ter um papel importante no nosso dia a dia. E nada disso irá mudar. Os consumidores continuarão comprando, reclamando e compartilhando suas opiniões por meio da internet e numa escala cada vez maior.
E pior (ou melhor), agora já é possível fazer isso de qualquer lugar e pelo celular. As empresas já perceberam essa tendência e estão se preparando para isso.
Cada vez mais os sites de comércio eletrônico criam seus próprios apps (aplicativos) de m-commerce (mobile commerce, comércio móvel) ou mesmo adaptam sua página para a nossa "telinha".
Na Europa, por exemplo, pouco mais de 100 dos 400 maiores varejistas on-line já possuem aplicações para o ambiente móvel.
Apenas no Reino Unido, segundo levantamento da IMRG Capgemini, cerca de 5% das vendas feitas através da internet já são realizadas por meio de smartphone ou tablet. E esse número não para de crescer mês a mês.
Claro que essa nova realidade nos traz alguns desafios. A taxa de conversão de vendas no varejo on-line tradicional, através do navegador do computador, ainda é muito maior do que as taxas de conversão apresentadas no celular.
Além disso, a experiência de uso apresentada no formato de varejo on-line tradicional é melhor do que a experiência apresentada nas pequenas telas dos smartphones, onde o espaço para anúncio é muito limitado.
Por fim, a velocidade de conexão ainda é um limitador, principalmente no Brasil. A situação deve avançar apenas com as novas redes de HSPA+ (3,5G) e LTE (popularmente anunciada como 4G), que deverão começar a ganhar tração no país a partir de 2013.
Agora, não confunda mobile commerce com mobile payment. No primeiro caso, discutem-se as diversas formas de realizar compras através do seu dispositivo móvel, seja ele um smartphone ou um tablet.
O segundo diz respeito a um segundo passo dessa evolução tecnológica, em que finalmente poderemos realizar todos os pagamentos sem a necessidade de andar com dinheiro ou com cartões.
LUCIANO CRIPPA é gerente de pesquisas da IDC Brasil. 

4G deve impulsionar compra por celular



Venda por meio de plataformas móveis atrai grandes varejistas; velocidade da nova rede deve acelerar mercado
Netshoes e Pão de Açúcar são algumas das marcas que lançaram serviço de vendas por smartphones e tablets
MARIANNA ARAGÃO
DE SÃO PAULO
HELTON SIMÕES GOMES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A chegada do celular de quarta geração, a partir do leilão concluído nesta semana, deve impulsionar o mobile commerce (m-commerce, comércio móvel) no país.
Isso porque a tecnologia tende a baixar os preços para pacotes de dados do 3G, ampliando sua base de usuários.
O m-commerce já atrai empresas brasileiras do varejo tradicional e do comércio eletrônico, que passaram a vender seus produtos por meio de tablets e smartphones.
Por trás do interesse, está o avanço das vendas desse tipo de aparelho, alavancado pelo aumento dos usuários de internet móvel no país
-que poderão navegar na rede 4G a partir de 2013.
"A implantação do 4G vai ajudar a acelerar o crescimento do m-commerce", diz Frederico Barbosa, da consultoria Europraxis. "A velocidade da nova rede proporciona uma experiência de compra muito mais atraente."
Segundo o instituto Forrester Research, as vendas por dispositivos móveis devem movimentar US$ 31 bilhões até 2016 em todo o mundo, ante US$ 3 bilhões em 2010.
No Brasil, segundo pesquisa divulgada em maio, realizada pelo Google em parceria com o instituto Ipsos, 31% dos usuários de smartphones já adquiriram um produto ou serviço usando seus dispositivos móveis.
Outros 38% afirmam que farão compras desse tipo nos próximos 12 meses.
A Netshoes, maior rede virtual de artigos esportivos da América Latina, passou a vender seus produtos por celulares e tablets em março em um site específico para esses dispositivos. A receita obtida por esses canais já representa 2% do total.
Foi como ter acesso a 250 milhões de compradores em um só dia, diz Roni Bueno, diretor de marketing da Netshoes, referindo-se ao número de celulares no Brasil.
APLICATIVO
A empresa prevê que a plataforma represente 15% do faturamento em 2013. O canal mobile é acessado por dois milhões de usuários ao mês -15% das visitas ao site.
Até o fim do ano, a Netshoes terá um aplicativo de sua loja virtual para as plataformas Android e iOS, o sistema operacional da Apple.
A rede de supermercados Pão de Açúcar foi pioneira no serviço, ao lançar um aplicativo que realizava compras pelo celular, no fim de 2010.
"Em três meses, atingimos as metas do ano e obtivemos o retorno do investimento", diz Andréa Dietrich, gerente de marketing digital do Grupo Pão de Açúcar.
A companhia prevê que, em 2015, o número de compras feitas pelos dispositivos superará as feitas em PCs.
"Essa é uma tendência irreversível", diz Peter Fernandez, diretor de publicidade móvel do Google na América Latina. "As pessoas estão deixando de comprar computadores para adquirir smartphones e tablets."
SHOWROOM
Segundo especialistas, as plataformas móveis também podem ser usadas para comparar preços, "roubando" clientes das lojas físicas.
"Nesse caso, a loja funciona como uma espécie de showroom para a loja mobile", diz Marcelo Castelo, sócio da agência digital F.Biz.
Um dos problemas enfrentados hoje pelas varejistas no m-commerce é a má qualidade das redes 3G em algumas regiões, segundo Castelo.
"Muitos desistem de fazer uma compra porque a rede está lenta."

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Clientes reclamam da falta de sinal em celular



Mais de 253 milhões de aparelhos celulares estavam nas mãos dos brasileiros, no mês de abril, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Foram 2,2 milhões de novas aquisições somente em um mês.
Mas ter o cobiçado aparelho não significa que o serviço prestado para voz ou acesso a internet será de qualidade. É o que mostra a pesquisa da consultoria CVA Solutions, divulgada com exclusividade para o Valor.

De acordo com o levantamento feito em todo o país com 7,2 mil clientes pré e pós-pagos, em março, 70% afirmaram que trocariam de operadora de celular, por estarem insatisfeitos com os serviços prestados.
O principal problema apontado pela mostra é a ausência de sinal. Embora seja relativamente fácil adquirir um aparelho, pois as lojas oferecem modelos de smartphones por menos de R$ 400, e os planos de dados estão mais acessíveis, a qualidade do serviço deixa a desejar, afirmou o coordenador da pesquisa, Sandro Cimatti.
O coordenador lembra que os usuários estão mais exigentes a cada ano. E, com a evolução tecnológica, isso ganha mais proporções. "Se antes era o serviço de voz que mais crescia, com os smartphones, o serviço de dados acrescentou um ponto de atenção ao cliente. Ambos não podem falhar", opinou.
A TIM, que tem um posicionamento bastante agressivo em termos de promoções de planos, é a mais reclamada em relação à falta de sinal. Cerca de 75,3% dos clientes pré-pagos da operadora ouvidos pela pesquisa queixam-se da falta de comunicação na rede. O percentual aumenta para 82,3% quando os clientes são pós-pagos.
Mas o horizonte não é muito melhor para as demais operadoras, todas com uma média de 70% de reclamações em relação ao mesmo problema. A ausência de sinal expõe uma dificuldade que as teles têm enfrentado em um ambiente de demanda crescente. "A infraestrutura não acompanha", ressaltou Cimatti, da CVA.
Outro ponto a ser observado pelas empresas, sobretudo em um momento de adição de um novo padrão tecnológico (4G), é em relação à clareza das informações passadas aos clientes. Essa foi a terceira maior queixa registrada pela pesquisa, atrás dos problemas que os call centers não conseguem solucionar.
O discurso das operadoras, entretanto, é o de que estão constantemente investindo em infraestrutura, treinamento de funcionários e melhora nos serviços. Para a TIM, essas melhorias são uma "prioridade estratégica". Em nota, a empresa informou que vai investir 80% dos R$ 9 bilhões previstos para o Brasil, até 2014.
A Claro, também em nota, afirmou que "já está trabalhando na reformulação do seu site para facilitar a navegação dos clientes".
A Oi disse que "o plano de negócios para o período 2012-2015 prevê investimentos de R$ 24 bilhões, que serão destinados à implantação e expansão da rede móvel, ampliando a cobertura nacional, e também para projetos de expansão e qualidade da infraestrutura de banda larga".
A Algar Telecom, detentora da marca CTBC, esclareceu, por meio de nota, "que os números apurados não condizem com a realidade de sua área de concessão, em conformidade com aferição realizada por meio de pesquisa contratada pela operadora nos 87 municípios em que atua".
A Nextel não atendeu ao pedido de entrevista feito pelo Valor.
Diante das deficiências, a solução para os usuários poderia ser mudar de operadora. O recurso é possível desde 2008 e permite ao cliente levar seu número para outra tele, sem custos e em até cinco dias.
No entanto, de acordo com dados da Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom), empresa que administra a portabilidade numérica no país, dos pedidos de migração feitos pelos usuários, cerca de 15% não são efetivados, ou seja, param em alguma etapa do processo.
Para o coordenador da pesquisa da CVA, o brasileiro acaba desistindo porque acha a migração burocrática. Ele compara a portabilidade em telefonia com a bancária, em que esse recurso foi lançado em 2009. Para Cimatti, apesar de a área bancária ser mais madura que a de telefonia, os clientes de bancos não fazem portabilidade. Por isso, ele não se surpreende pelo baixo índice em telecomunicação.
O consultor Frederico Barbosa, da Europraxis, avalia que será um desafio para as operadoras terem de oferecer novas tecnologias, quando os serviços existentes ainda deixam muito a desejar.

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quarta-feira, 6 de junho de 2012

domingo, 3 de junho de 2012

Algar Telecom e Tesa Telecom firmam acordo para teste piloto de operação MVNO


Pablo Solano NOTÍCIAS - Info & Ti

 
Anúncio foi feito hoje durante o MVNO Summit, com demonstração do projeto piloto em funcionamento
 
A Tesa Telecom, empresa com atuação no mercado corporativo, acaba de anunciar o projeto piloto de MVNO, que terá foco na entrega de serviços quadri-play em todo o território nacional.  Inicialmente, os testes envolvem serviços machine-to-machine (M2M) e numa segunda etapa, entram os serviços de voz. A Tesa pretende oferecer estes serviços  para sua base de clientes corporativos, como parte da estratégia de expansão da oferta por meio de um conjunto de serviços de valor agregado.
 
O projeto conta com a participação da Algar Telecom, empresa de telecomunicações do Grupo Algar, como MNO (Mobile Network Operator) e Transtelco, como MVNE (Mobile Virtual Network Enabler), que também conta com a plataforma de billing da Capernow, e soluções da camada de Telecom da Bichara e Orange Tecnologia.
 
Detentora de outorgas de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) e STFC (Serviço Telefônico Fixo Comutado), com foco no segmento corporativo, a Tesa é uma das principais operadoras de telecomunicações do mercado nacional e a principal fornecedora de serviços IP do país, tendo em sua carteira  empresas de médio e grande porte,  atuando também na gestão de telecom e infraestrutura  de empreendimentos comerciais, hotéis e centros de convenções . Com a sua MVNO a empresa pretende ampliar seu mercado a partir da oferta de serviços quadri-play e ofertar soluções machine-to-machine especializadas.
 
Roberto Miranda, presidente da Tesa Telecom, comenta que todos os desafios para colocar em atividade o primeiro piloto de uma MVNO no Brasil foram superados graças ao envolvimento dos parceiros tecnológicos. “Foi um projeto que nasceu da nossa visão de mercado, que sente a necessidade da entrega de serviços de melhor qualidade e convergentes. Como operadora virtual, a Tesa terá seu portfolio de serviços ampliado qualitativamente e o nosso comprometimento é garantir o melhor atendimento a nossos clientes.”, declara o executivo.
 
Osvaldo Carrijo, diretor de Varejo da Algar Telecom, detentora da marca CTBC, comenta que o sucesso da parceria foi a estratégia clara da MVNO e a implantação convincente por parte da MVNE  aliado à flexibilidade e agilidade da Algar. Carrijo acredita  no  modelo machine-to-machine e espera que o processo de outorga na Agência transcorra no menor prazo possível, de forma a viabilizar comercialmente o modelo de voz.  
 
Rodrigo Vian, diretor da Transtelco, que atua como MVNE no projeto, comenta que os prazos foram todos cumpridos e que os nossos 100 primeiros sim cards do projeto piloto já estão funcionando, registrados no nosso HLR e sendo bilhetados pela nossa platafoma.    “A velocidade, bem como a qualidade da rede da Algar Telecom e seus acordos de roaming são fundamentais  para garantir a entrega dos serviços de dados, enquanto que a Capernow fornece a plataforma de billing, que garante cross disconting,  billing de multi serviços com ferramentas de suporte integradas para viabilizar o melhor atendimento para o cliente final. Já a Bichara e a Orange Tecnologia, fornecedoras de toda camada de telecom, garantem flexibilidade e velocidade de configurações, itens fundamentais para operação MVNO no Brasil. A parceria dessas empresas possibilitou fornecermos toda a solução integrada e agora testada e funcionado em modelo “as a service” na Tesa Telecom, o que financeiramente  facilitou a aprovação do projeto MVNO ”, afirma o  executivo.
 
Sobre a Algar Telecom
 
Diferenciada pelo atendimento eficaz e uso de tecnologias inovadoras, a Algar Telecom, detentora da marca CTBC, é uma empresa brasileira pertencente ao Grupo Algar – que oferece telefonia fixa, celular, internet banda larga (3G e ADSL), comunicação de dados, TV por assinatura (DTH e cabo) e código 12 de longa distância nacional e internacional. Para ao mercado corporativo a empresa ainda oferece serviços de TI e serviços diferenciados de gerenciamento.
 
Com mais de 800 mil clientes, a Algar Telecom atua há mais de 58 anos no mercado e hoje está presente nas principais regiões do Brasil, como Minas Gerais, São Paulo, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná.
 
Empresa com as melhores práticas de governança corporativa, a companhia estabelece relacionamentos duradouros, além de disseminar práticas sustentáveis a toda a sua cadeia de valor.

sábado, 2 de junho de 2012

Vodafone lança smartphone de baixo custo

O aparelho custa menos de 99 euros nos países europeus onde a operadora está presente
A maior operadora de celular da Europa, a Vodafone, lançou um smartphone na Inglaterra ao preço de  70 pounds (cerca de R$ 250,00) com sua própria marca. No restante da Europa, será comercilizado por menos de 99 euros.

O aparelho tem câmara de 3.2 MP e 512MB de memória RAM e é baseado no sistema operacional Android. "Este é o mais importante aparelho que já lançamos, afirmou o diretor de terminais da operadora, Patrick Chomet. ( agências internacionais). 

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