sábado, 24 de agosto de 2013

MVNO dos Correios planeja base de até 5 milhões de usuários em quatro anos


Bruno do Amaral

Os Correios planejam chegar em três anos a uma base entre 3 milhões e 5 milhões de usuários com sua operadora móvel virtual (MVNO, na sigla em inglês) autorizada. Em entrevista a este noticiário, o vice-presidente de tecnologia e infraestrutura da empresa, Antônio Luiz Fuschino, confirmou o potencial da MVNO, que deverá entrar em operação no terceiro trimestre de 2014 e que poderia até mudar o cenário do mercado de telefonia móvel.
"A gente acredita que tenha um potencial interessante para elas (as operadoras) na medida em que, se conseguirmos de fato fazer com que o projeto aconteça conforme planejado, temos condições de colocar qualquer uma das quatro teles na liderança", disse ele. Na verdade, de acordo com dados da Anatel, a diferença pode variar: em junho a maior operadora móvel era a Vivo, com 76,2 milhões de acessos, seguida por TIM (72,2 milhões), Claro (66,5 milhões) e Oi (49,7 milhões).
Mas é inegável que a adição de cinco milhões de conexões pode ajudar muito qualquer empresa. Como os Correios possuem presença em todos os municípios brasileiros, a capilaridade pode ajudar na venda de SIMcards em locais onde há cobertura mas não há pontos de venda. De qualquer forma, nem mesmo o modelo de escolha da operadora, que irá fornecer a infraestrutura para a MVNO ainda foi definido.
Caso o pedido de operação na Anatel seja protocolado no prazo, a licença para a MVNO estaria disponível por volta de maio de 2014, quando seria iniciado um piloto interno. "Em setembro, se tudo der certo, chegaremos ao varejo", afirmou Fuschino. Desde abril de 2011, os Correios possuem, por meio de uma medida provisória, autorização para atuação em novos negócios para gerar receitas adicionais à entidade. A empresa está trabalhando para a criação de uma subsidiária, com sede provavelmente no Rio de Janeiro, que irá protocolar o pedido junto à agência.
O cenário do mercado de operadoras móveis virtuais para 2014 no Brasil é tema de reportagem na edição de agosto de TELETIME.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Anatel fixa tarifas fixo-móvel para operador de rede virtual

Valores ficam abaixo dos permitidos este ano para as chamadas a celulares da Nextel

A Anatel fixou os valores tarifários máximos dos planos básicos de telefonia fixa local (VC-1) e de longa distância nacional (VC-2 e VC-3) das concessionárias Telefônica Brasil e Companhia de Telecomunicações do Brasil Central (CTBC) destinadas aos terminais móveis da operadora de rede virtual Porto Seguro Telecomunicações.

O minuto a ser cobrado pela Telefônica da MVNO na telefonia fixa local (VC-1) é de  R$ 0,43911 e R$ 0,30737, na reduzida, valores menores aos fixados pela agência, este ano, a serem cobrados da Nextel (R$ 0,49113 e R$ 0,34379). Para as demais operadoras móveis, os valores variam de R$ 0,45850, na normal, e R$ 0,28711.

Para a CTBC (setor 22), os valores máximos fixados para a Porto Seguro foram de R$ 0,44761, na tarifa normal , e R$ 0,31332, na reduzida. A mesma operadora pode cobrar da Nextel até R$ 0,52272 e R$ 0,36590, respectivamente. A tarifa das ligações da Nextel é maior porque a sua VU-M também é maior, conforme decisão da Anatel, que entedeu que a operadora é entrante neste mercado, precisa de maior subsídio para se expandir.


As tarifas publicadas nesta segunda-feira (12), no Diário Oficial da União, são líquidas de impostos e encargos sociais.(Da redação)

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

MVNO: Será que funciona no Brasil?

Fonte: meiobit.com

9 agosto, 2013 por em Artigo, Artigo, Wireless e Redes

MVNO
Muitas formas de negócio nascem diariamente, algumas acabam vingando e se tornando muito rentáveis enquanto outras não passam do estágio embrionário. O MVNO (de Mobile Virtual Network Operator, no inglês, ou Operadora Móvel com Rede Virtual, em tradução livre) é um desses negócios, que pode dar muito certo, caso seja feito de maneira adequada, ou pode ser um tiro n’água, caso não seja bem direcionado.
Essas operadoras móveis virtuais têm como objetivo usar a rede das operadoras tradicionais para atingir nichos específicos de cliente, agregar serviços diferenciados ou até mesmo simplesmente revender pacotes de serviços convencionais de outras formas. Resumidamente, são empresas que fazem parcerias com as operadoras tradicionais para usarem sua infraestrutura de rede e afins para criar novas utilizações para essa mobilidade nas quais as operadoras tradicionais não tem interesse ou não podem atender.
A princípio existem três maneiras de uma MVNO operar: 1) Atuando como uma simples revenda, colocando sua marca no serviço e deixando todo o resto para a operadora; 2) Além da marca, oferece serviços e aplicativos próprios, utilizando da operadora tradicional os sistemas de tarifação/cobrança e a infraestrutura de rede; e 3) Usa apenas a rede da operadora tradicional, se ocupando de todo resto do negócio, da marca até o faturamento.
Por enquanto, pelo menos no Brasil, o uso mais claro das MVNO é no M2M (Machine to Machine), um exemplo disso são as maquininhas de cartão de crédito/débito móveis, aquelas que o cobrador de pizza leva na sua casa na hora para você poder usar no Vale Refeição. Muitas vezes elas usam a rede de alguma operadora tradicional, mas quem faz todo gerenciamento desse uso é uma MVNO. Elas que fecham planos com os estabelecimentos, que fazem todo processo de pós-vendas, que habilitam ou cancelam novos simcards ou linhas e etc. A Oi/Claro/Vivo/Tim apenas cede as suas torres para que máquina funcione.
Teoricamente as opções de uso das redes que uma MVNO tem são bastante vastas. Na prática poucas deram realmente certo. Fora essa questão do M2M, outra opção de uso bem sucedida é na parte de rastreamento de veículos, chips próprios são instalados em frotas de veículos (geralmente táxis ou caminhões de entrega) para fácil localização e uma gestão melhor de tempo. São campos onde a telefonia móvel é bastante útil, porém as operadoras às vezes não percebem essas utilizações ou até mesmo preferem não atuar. Então se torna também lucrativo para as operadoras, uma vez que elas ganham receita nessas parcerias sem fazer basicamente nada além da manutenção das suas próprias redes.
Duas empresas já operam no Brasil usando essa forma de negócios. A primeira é a Porto Seguro, que opera utilizando a rede da Tim, começou seus trabalhos em agosto de 2012. A outra é a Datora Telecom, que começou em novembro de 2012. Ambas iniciaram suas operações trabalhando com o M2M, mas pretendem ampliar essa parceria para novas áreas, como M2M de medição industrial, segurança patrimonial para smart meter, rastreamento de veículos, telemetria, entre outras. Esse segmento também atrai muitas empresas estrangeiras, das que já demonstraram interesse estão: Virgin Mobile, Tesa Telecom, Algar Telecom e Sisteer.
Essa forma de parceria tem vantagens para todos os lados. O cliente final ganha pois, com a entrada dessas operadoras virtuais, a concorrência aumenta e com isso a tendência é que novos serviços sejam ofertados ou ainda serviços convencionais sejam revistos, melhorando sua customização ou até mesmo seu preço. Por outro lado, é uma questão delicada, uma vez que sabemos que as redes das operadoras tradicionais hoje já estão praticamente saturadas, com constantes apagões e estabilidade duvidosa. Será que elas aguentariam outras utilizações além das atuais? No começo não veríamos muitos problemas, pois o M2M costuma ter uma utilização mais modesta da rede, sem grandes tráfegos de informação, mas com a evolução dessas parcerias, todos os acordos deverão ser revistos para que, ao invés de nos trazer soluções, o MVNO nos traga ainda mais complicações.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Porto Seguro testará m-payment com NFC

          

Fernando Paiva

A Porto Seguro estreia esta semana como uma operadora móvel virtual (MVNO, na sigla em inglês). O objetivo principal é fidelizar seus segurados, que hoje somam 8,5 milhões em todo o Brasil e estão concentrados nas classes A e B. Para tanto, a empresa leva para a telefonia celular a mesma estratégia que utiliza no mercado de seguros: foco em qualidade de atendimento e oferta de serviços adicionais. Para se diferenciar, disponibiliza gratuitamente para os assinantes um serviço de localização de familiares e outro de backup e segurança de smartphones. Além disso, oferece uma frota de office boys para a coleta de celulares esquecidos, um smartphone reserva por 30 dias em caso de problema técnico com o aparelho e um assistente para ensinar a configurar um smartphone novo. A Porto Seguro Conecta, como foi batizada, está disponível inicialmente nas cidades paulistas de Santos e Campinas. O plano é chegar ao Rio de Janeiro até o fim do ano e em São Paulo no primeiro trimestre de 2014. Projeta ter 1 milhão de usuários dentro de cinco anos.
"O atendimento ao cliente será no padrão de qualidade da Porto Seguro. Isso será uma grande vantagem competitiva", avalia Tiago Galli, gerente geral da operadora. A outra vantagem são os serviços adicionais. O app de localização, chamado "Conecta Encontra", permite a criação de cercas virtuais que, quando transpassadas por familiares, gera um alerta no celular do assinante. Um exemplo de uso é delimitar áreas em torno da casa e da escola dos filhos para monitorar seu deslocamento. A localização é feita mesmo se o GPS do celular da pessoa monitorada estiver desligado: o app identifica redes Wi-Fi próximas do aparelho, que tampouco precisa estar conectado a elas. O app está disponível para Android e iOS e seu tráfego de dados é gratuito para os assinantes da Conecta.
O app de segurança, por sua vez, se chama "Proteção Conecta", está disponível apenas para Android e foi desenvolvido pela F-Secure. Ele realiza backup automático de contatos, agenda e imagens e permite o bloqueio e a remoção de conteúdo remotamente em caso de perda ou roubo do aparelho.
Galli revela que há muitos outros serviços de valor adicionado no roadmap, inclusive um de mobile payment com NFC que passará por um teste-piloto interno este ano, provavelmente em São Paulo. "Botaremos o número do cartão de crédito dentro de uma carteira digital no celular", explica o executivo.
Assistência
Outro mimo para os assinantes é o Conecta Assist, uma série de serviços extras gratuitos. Um deles consiste em solicitar até três vezes por ano um motoboy para pegar um celular esquecido em algum lugar. Outro é o envio de um especialista até a casa do cliente para configurar um smartphone novo Android, iOS ou Windows Phone. E se o celular quebrar, a Porto Seguro empresta um reserva por 30 dias. Tudo incluído nos planos.
Vendas
A Porto Seguro Conecta não terá lojas próprias. As vendas serão feitas pelos corretores de seguro autorizados, que somam 20 mil no Brasil todo. Em seu portfólio de aparelhos há 19 modelos de smartphones das marcas Apple, LG, Motorola e Samsung. Quem tiver o cartão de crédito Porto Seguro Visa terá desconto de 50% na compra dos modelos iPhone 4S, Galaxy SIII e Galaxy SIII Mini.
Os planos pós-pagos disponíveis são de 200, 400 e 800 minutos, pelos preços de R$ 110, R$ 195 e R$ 350, respectivamente. Todos incluem franquia de dados de 1 GB e pacotes de SMS. Os assinantes ganham descontos na renovação de seguros da Porto Seguro.

sábado, 3 de agosto de 2013

Porto Seguro lança serviço de telefonia móvel em Santos


Primeira operadora virtual do país, a empresa quer se destacar pela excelência de atendimento ao cliente.  

Primeira Operadora Móvel com Rede Virtual (MVNO, na sigla em Inglês) do país, a Porto Seguro Conecta dá entrada no mercado brasileiro de telecomunicações em Santos (SP). Consumidores da cidade e região poderão adquirir os serviços de voz, SMS e internet da nova empresa.

Conforme o plano contratado, os usuários podem solicitar a busca do celular em casa e entrega do aparelho onde estiver, suporte técnico para configurar um novo smartphone e até um “aparelho reserva”, em caso de consertos. “A nova operadora chega ao mercado com a proposta de oferecer um serviço diferenciado de telefonia móvel, com excelência em atendimento ao cliente e vantagens exclusivas para segurados”, comenta Tiago Galli, gerente geral da Conecta.

Clientes da Porto Seguro Conecta podem ter descontos nos demais serviços oferecidos pela Porto Seguro, tais como: 5% na contratação ou renovação do Porto Seguro Auto; até 50%, na compra de smartphones, para pagamentos feitos com o Cartão de Crédito Porto Seguro; e também 10% do valor da fatura dos planos pós-pagos são revertidos em descontos na contratação/renovação do seguro do automével, contratado na empresa.


A Porto Seguro Conecta é autorizada a atuar como MVNO e contratou a rede da TIM.(Da redação, com assessoria de imprensa)

Vodafone se junta à Datora para atuar como MVNO no Brasil


sexta-feira, 2 de agosto de 2013, 11h31

A Vodafone anunciou oficialmente nesta sexta-feira, 2, a sua entrada no Brasil por meio de uma parceira com a operadora móvel virtual (MVNO) Datora Telecom. Em comunicado, a companhia inglesa afirmou que o acordo não inclui a compra de participação de nenhuma das empresas, mas que o setor de comunicação máquina-a-máquina (M2M) da companhia brasileira, a Datora Mobile, passará a se chamar de Vodafone Brasil para atuar diretamente neste mercado de M2M. O anúncio também dá a entender que a parceria da Datora com a Virgin Mobile no País foi finalizada.
Segundo o comunicado, a parceria está de olho nas oportunidades com a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016 e focará "em desenvolver o mercado brasileiro de machine-to-machine". Outro potencial são os cerca de 750 clientes globais da Vodafone que já têm atuação no mercado brasileiro, além das próprias multinacionais brasileiras que têm atuação fora do País. Até por isso, a Vodafone Brasil trabalhará diretamente com a divisão corporativa da companhia europeia, a Vodafone Enterprise, ganhando "capacidade de compra global" com "acordos comerciais mais interessantes" e passando a poder oferecer as plataformas da operadora inglesa.
A Datora Telecom atua no Brasil com clientes corporativos nos setores automotivo, de seguros, infraestrutura, serviços médicos e financeiro. Em 2012, a empresa lançou a Datora Mobile, que atua com foco em M2M e, segundo comunicado, possui "mais de 150 mil conexões machine-to-machine". No entanto, a empresa, como autorizada de rede virtual, informou à Anatel que possuía em junho 7.250 acessos GSM, sendo 6.510 somente na área de registro 11, em São Paulo. No banco de dados da agência, isso se contabiliza como conexões 2G de handsets, para consumidor final.
No comunicado à imprensa, o diretor das Américas, Oriente Médio e África para os mercados parceiros da Vodafone, Colin MacDougall, afirmou que a parceria "garante para a Vodafone uma presença substancial em todo o Brasil", que representa "uma grande oportunidade" para a empresa. MacDougall diz que há "um número crescente de empresas globais" que estão "procurando incorporar comunicações M2M em suas principais operações no País". Já o CEO da Datora Telecom, Wilson Otero, acredita que o mercado brasileiro de M2M "tem um potencial imenso de crescimento".
Atualmente, o setor de conexões máquina-a-máquina só representa 2,86% do total de acessos móveis, ficando em 7,6 milhões de conexões no Brasil em junho. A líder com folga é a Claro, com 46,07% de participação, seguida pela Vivo, com 21,98%; e TIM e Oi, com 16,53% e 13,85%, respectivamente. A única outra MVNO em atuação no País como autorizada, a Porto Seguro, informou possuir 61.444 conexões em junho. A previsão da consultoria TechPolis é de que o mercado brasileiro quadruplique esse número até 2016, chegando a 36 milhões. A projeção é otimista por conta da possível implementação da nova legislação que reduz o Fistel para os equipamentos M2M em até 80%, o que deverá ocorrer até o final de 2013

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