quarta-feira, 31 de julho de 2013

Porto Seguro testará m-payment com NFC

Fernando Paiva

A Porto Seguro estreia esta semana como uma operadora móvel virtual (MVNO, na sigla em inglês). O objetivo principal é fidelizar seus segurados, que hoje somam 8,5 milhões em todo o Brasil e estão concentrados nas classes A e B. Para tanto, a empresa leva para a telefonia celular a mesma estratégia que utiliza no mercado de seguros: foco em qualidade de atendimento e oferta de serviços adicionais. Para se diferenciar, disponibiliza gratuitamente para os assinantes um serviço de localização de familiares e outro de backup e segurança de smartphones. Além disso, oferece uma frota de office boys para a coleta de celulares esquecidos, um smartphone reserva por 30 dias em caso de problema técnico com o aparelho e um assistente para ensinar a configurar um smartphone novo. A Porto Seguro Conecta, como foi batizada, está disponível inicialmente nas cidades paulistas de Santos e Campinas. O plano é chegar ao Rio de Janeiro até o fim do ano e em São Paulo no primeiro trimestre de 2014. Projeta ter 1 milhão de usuários dentro de cinco anos.
"O atendimento ao cliente será no padrão de qualidade da Porto Seguro. Isso será uma grande vantagem competitiva", avalia Tiago Galli, gerente geral da operadora. A outra vantagem são os serviços adicionais. O app de localização, chamado "Conecta Encontra", permite a criação de cercas virtuais que, quando transpassadas por familiares, gera um alerta no celular do assinante. Um exemplo de uso é delimitar áreas em torno da casa e da escola dos filhos para monitorar seu deslocamento. A localização é feita mesmo se o GPS do celular da pessoa monitorada estiver desligado: o app identifica redes Wi-Fi próximas do aparelho, que tampouco precisa estar conectado a elas. O app está disponível para Android e iOS e seu tráfego de dados é gratuito para os assinantes da Conecta.
O app de segurança, por sua vez, se chama "Proteção Conecta", está disponível apenas para Android e foi desenvolvido pela F-Secure. Ele realiza backup automático de contatos, agenda e imagens e permite o bloqueio e a remoção de conteúdo remotamente em caso de perda ou roubo do aparelho.
Galli revela que há muitos outros serviços de valor adicionado no roadmap, inclusive um de mobile payment com NFC que passará por um teste-piloto interno este ano, provavelmente em São Paulo. "Botaremos o número do cartão de crédito dentro de uma carteira digital no celular", explica o executivo.
Assistência
Outro mimo para os assinantes é o Conecta Assist, uma série de serviços extras gratuitos. Um deles consiste em solicitar até três vezes por ano um motoboy para pegar um celular esquecido em algum lugar. Outro é o envio de um especialista até a casa do cliente para configurar um smartphone novo Android, iOS ou Windows Phone. E se o celular quebrar, a Porto Seguro empresta um reserva por 30 dias. Tudo incluído nos planos.
Vendas
A Porto Seguro Conecta não terá lojas próprias. As vendas serão feitas pelos corretores de seguro autorizados, que somam 20 mil no Brasil todo. Em seu portfólio de aparelhos há 19 modelos de smartphones das marcas Apple, LG, Motorola e Samsung. Quem tiver o cartão de crédito Porto Seguro Visa terá desconto de 50% na compra dos modelos iPhone 4S, Galaxy SIII e Galaxy SIII Mini.
Os planos pós-pagos disponíveis são de 200, 400 e 800 minutos, pelos preços de R$ 110, R$ 195 e R$ 350, respectivamente. Todos incluem franquia de dados de 1 GB e pacotes de SMS. Os assinantes ganham descontos na renovação de seguros da Porto Seguro.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Modelo de operadora móvel virtual não decola


Por Ivone Santana | De São Paulo
Wilson Otero, da Porto Seguro/Datora: rede da TIM para atender clientes
Três anos atrás, o modelo das operadoras móveis de redes virtuais parecia uma boa proposta para o país aumentar a competitividade na telefonia. Qualquer empresa pode ser uma MVNO: basta alugar infraestrutura das grandes operadoras para oferecer aos usuários. Exatamente por essa facilidade, o modelo despertou polêmica até 2010, quando foi regulamentado no país. As teles tradicionais reclamavam que tinham de investir pesadamente em redes das quais outras empresas se aproveitariam mais tarde. Para muitas autoridades, esse argumento era apenas uma maneira de impedir mais competição. Agora, a sensação é de que houve muito barulho por nada.
A expectativa original era que até o fim de 2012 cem pedidos de MVNO tivessem sido encaminhados à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas só quatro empresas solicitaram licenças até agora. Dessas, apenas a Porto Seguro Conecta entrou em operação. Os serviços começaram no início do ano, e a empresa encerrou o semestre com 90 mil chips ativados.
Para parte do mercado, o cenário mostra que a tentativa foi um fracasso. Essa é avaliação de uma alta autoridade do governo, que prefere não ser identificada. Outros, no entanto, são menos enfáticos e preferem dizer que a "adesão está mais lenta que a esperada".
O lançamento de três operadoras virtuais está programado para este ano: Datora, Sisteer e Terapar. Outras seis empresas, entre as quais os Correios, estão em meio ao processo para se habilitarem ao serviço antes de formalizar o pedido de licença - como requer a regulamentação -, com previsão de serem ativadas até 2014.
Mesmo com dez licenças de operações virtuais, o país atingirá apenas 10% da meta prevista pela Anatel e pelo Ministério das Comunicações, que fizeram um longo trabalho de prospecção e visitaram empresas em outros países antes de criar o modelo brasileiro.
As coisas, porém, não correram dentro do esperado. Problemas na definição de como o serviço seria tributado e atrasos na regulamentação do Plano Geral de Metas de Competição, além de normas estabelecidas posteriormente, refrearam o ânimo dos interessados.
A projeção, agora, é bem mais modesta, embora poucos se sintam à vontade em fazer novas previsões. A consultoria espanhola Everis, que responde por projetos de MVNO em vários países, foi uma das companhias que estimou, em 2010, que poderia haver mais de cem pedidos de licença para o serviço no Brasil. Agora, o sócio Marco Galaz revisou seus cálculos para o Valor. Em vez de um número fechado de competidoras, a expectativa é que, em cinco anos, as empresas de rede virtual poderão representar de 5% a 10% do mercado, em número de usuários.
O estudo anterior da Everis, que está presente em 13 países, tomou por base o histórico do serviço na Europa, basicamente da Espanha, onde as redes virtuais se expandiram fortemente, embora tenham passado, posteriormente, por uma consolidação. Hoje, restam no máximo 15 empresas virtuais no país. No Brasil, a complexidade regulatória e a bitributação do serviço, dependendo do contrato, adiaram a entrada das novas empresas, disse Galaz. Segundo ele, existem cerca de mil MVNOS em operação no mundo. Nos EUA e na Europa, essas empresas detêm de 5% a 7% de participação de mercado. Na América Latina há 20 operações em funcionamento, o equivalente a 0,05% do mercado.
"Só agora estamos conseguindo resolver o caso da bitributação nas duas partes [operadora de origem e virtual]", disse o presidente da Anatel, João Rezende. Coube ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) realizar estudos sobre o assunto e ver a maneira mais justa de se recolher ICMS, PIS e Cofins, para não onerar o serviço ao usuário. A questão não foi prevista na regulamentação.
A Conecta não teve problema com impostos. Se contratasse todo o serviço de uma tele tradicional, a companhia estaria sujeita à bitributação. Em vez disso, a Conecta contratou apenas a frequência da TIM, passando a oferecer serviços próprios. "Com isso, não há bitributação", disse Wilson Otero, representante dos acionistas da Datora Telecom na Conecta. A Datora detém 19,9% da Conecta e a Porto Seguro Serviços, 80,1%.
"De fato, esperávamos um grande sucesso de MVNO, mas o ritmo foi mais lento que o esperado", disse Miriam Wimmer, diretora do departamento de serviços de universalização de telecomunicações do Ministério das Comunicações. "Mas não atribuímos isso só à questão tributária, apesar de ela ser relevante."
Miriam discorda, no entanto, que o modelo tenha fracassado. "É ainda incipiente, mas com grande potencial. Temos feito esforços para torná-lo mais atraente", disse.
Um dos exemplos disso é que na licitação da faixa de frequência de 2,5 gigahertz (GHz), destinada a 4G, e 450 megahertz (MHz), para áreas remotas e rurais, no ano passado, uma das obrigações das empresas vencedoras foi propor aceitar uma MVNO.
Greg Descamps, sócio da Sisteer na América Latina e executivo-chefe da Sisteer do Brasil, também não fala em fracasso, mas no que define como uma "decolagem lenta".
A questão tributária gerou dúvidas porque há dois modelos diferentes de licença para MVNO, com tributação distinta. O credenciado é um representante comercial, não é prestador de serviço de telecomunicação, então se enquadra no regime tributário geral, diz o ministério, portanto sem ICMS, embora a decisão seja dos órgãos competentes. O autorizado, ao contrário, é uma empresa de telecomunicações que tem uma outorga da Anatel e se envolve em duas prestações de serviços, por isso surgiu uma discussão sobre uma possível compensação do imposto.
No caso de telecomunicações, há o convênio ICMS 126/2008 que estabelecia que só incidiria ICMS no preço do serviço cobrado do usuário, uma regra sem cumulatividade, segundo Miriam. Em abril, o convênio foi alterado. Desde então, o ministério avalia os impactos dessa mudança, sem conclusão até o momento. "Não cabe ao Ministério das Comunicações estabelecer as implicações da política tributária. Nosso papel é facilitar para que os modelos de negócios deslanchem, para que haja diálogo entre o setor privado e os órgãos fazendários, de municipal a federal", disse Miriam.
Para a TelComp, organização que representa 42 operadoras de todos os portes, algumas propostas poderiam estabelecer um modelo mais eficiente: simplificar a regulamentação, com apenas um tipo de licença; criar um mercado de atacado de minutos, em que as donas de rede tivessem que participar; desonerar os impostos das operadoras de origem, que poderiam oferecer preços menores às MVNOs, as quais pagariam os impostos. "É como atua toda cadeia produtiva de vários setores; faz o diferimento, para não haver cumulatividade e empurra os impostos para o fim da cadeia, o que evita duplicidade", disse João Moura, presidente da TelComp.
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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Comércio virtual ignora novas regras


Correio Braziliense - 24/06/2013
A nova regra do comércio virtual trouxe a esperança de que o ambiente on-line estaria mais seguro, mas muitos sites ainda não se adequaram às mudanças. Um mês depois de o Decreto nº 7.962 entrar em vigor, a norma não pegou. O Correio monitorou 15 lojas virtuais e encontrou falhas básicas em pelo menos cinco. A exigência de informações da empresa na página principal — Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e endereço — foi desconsiderada. Os canais de contato com o consumidor também são problemas recorrentes no setor.
A falta de interesse das lojas virtuais em se enquadrarem na regra também está evidente em uma pesquisa divulgada essa semana pelo Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC). A entidade constatou que 70% das empresas avaliadas não cumprem a lei à risca. Foram analisados 30 estabelecimentos de vendas on-line, que concentram um terço do volume de negócios do e-commerce no Brasil. "Infelizmente, o decreto não pegou. O que parece, é que os sites ignoraram a regulamentação", alerta Alexandre Diogo, presidente do IBRC.
No monitoramento feito pelo Correio, a percepção foi similar a do IBRC, e boa parte dos sites estão alheios à legislação. Alguns, como o Morangão, o Compray e o Compra do dia, ignoraram as novas regras. Outros, como o Privalia e o Westwing respeitam boa parte das normas, mas ainda faltam detalhes. Na escolha dos sites, a reportagem optou por aqueles que investem pesado em seduzir o consumidor, seja em anúncios em redes sociais ou na televisão.
Entre os principais problemas detectados, destaca-se o canal de comunicação do cliente com a empresa virtual. Na maioria das páginas principais, não constam números de telefone para atendimento, e-mail, chat ou fale conosco. Com isso, o internauta sente dificuldade para reclamar ou sugerir melhorias. A lei determina que a loja deve ter um Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), porém não especifica o meio e dá cinco dias para a resposta.
A regra não é clara o suficiente e dá margem para diversas interpretações. A Privalia, loja virtual especializada em roupas e acessórios, por exemplo, exige que o internauta se cadastre com e-mail e senha antes de ter acesso ao "Fale Conosco" da empresa. O site Morangão, que vende maquiagens e cosméticos, oferece um e-mail para atendimento, mas o consumidor precisa procurar em meio a vários links. Além disso, quando o cliente envia a mensagem eletrônica, tem de ter paciência para aguardar a resposta. O Correio enviou uma solicitação para vários sites e até o fechamento desta edição não tinha recebido retorno.
O telefone para contato não é obrigatório, mas é um meio importante de contato com o consumidor. Entre os 15 sites analisados, nove têm número para contato, mas apenas um é grátis. Em três, são cobradas tarifas locais e, em cinco, quem não mora em São Paulo tem de pagar taxa para ligação interurbana.
Especialistas advertem que quem perde com essa barreira é o próprio comerciante. "Grande parte das queixas surge, porque o atendimento foi malfeito. Estudos mostram que 90% dos clientes procuram o SAC primeiro para resolver o problema e, só então, vão reclamar", explica Albert Deweik, diretor de Vendas da Neo Assist, empresa especializada em canais de atendimento ao consumidor. "O lojista do e-commerce não pode ignorar nenhum canal, ele tem que
estar onde o cliente está, nas redes sociais, no telefone, em chats e no e-mail", completa.
Dificuldades A vice-presidente da Associação Brasileira do Comércio Eletrônico (ABComm), Solange Oliveira, afirmou, entretanto, que a lei deixa de lado as dificuldades dos empresários. "Com a obrigatoriedade de um canal de comunicação, os estabelecimentos têm que contratar pessoal para responder ao consumidor. Isso exige tempo e gastos extras. Por isso, a dificuldade de cumprir a lei no prazo", justifica. Ela observa ainda que o direito de arrependimento ficou todo nas costas do empresário. "No comércio virtual, existe uma cadeia que envolve o lojista, a operadora de cartão de crédito e transportadora. Quando o cliente se arrepende e não quer a mercadoria, o site tem que arcar com tudo."
O direito de arrependimento é outra grande dificuldade encontrada no setor. De acordo com a pesquisa da IBRC, apenas 38% dos sites têm informações ostensivas sobre o item e, na maioria deles, é necessário mais de dois cliques para acessar o conteúdo. O publicitário Rafael Carneiro, 35 anos, morador do Sudoeste, comprou uma televisão pela internet no início deste ano, que veio com defeito e sem algumas peças. Ao acionar o direito de devolução, entretanto, ele teve de esperar dois meses para reaver o dinheiro.
"Eles pediram, em primeiro lugar, que eu escolhesse outro produto, porque eles não tinham mais daquele no estoque. A outra televisão que me interessava custava mais caro e resolvi insistir no reembolso. Enquanto negociava, eles me propuseram pagar em três vezes. Todo o processo demorou muito", lembra Carneiro. O Correio entrou em contato com as cinco empresas que representaram os piores desempenhos e apenas a Privalia respondeu que o consumidor tem de se cadastrar, para ter informações sobre a empresa porque se trata de um clube de compras.
O decreto estabelece que os sites de compra coletiva devem expor quantos compradores são necessários para que a promoção seja validada. No entanto, muitos deles sequer deixam claro na página principal que se trata de uma aquisição em grupo. É o caso do Compray. O consumidor só descobre como é feita a compra quando clica no link "Como Funciona". No ícone, a empresa esclarece que a oferta só será ativada se atingir o número mínimo de clientes. O site não esclarece o número de pessoas que têm de participar. O Compra do dia também apresenta o problema.
Colaborou Clara Campoli
"Eles pediram, em primeiro lugar, que eu escolhesse outro produto, porque eles não tinham mais daquele no estoque. A outra televisão que me interessava custava mais caro e resolvi insistir no reembolso" Rafael Carneiro, 35 anos, publicitário
Para saber mais
O que mudou A empresa deve fornecer ao comprador nome empresarial, CNPJ, endereço e outras sobre o estabelecimento virtual, prazo de entrega e seguro, além das modalidades de pagamento — forma e prazo para entrega. É necessário também mostrar um resumo do contrato antes de qualquer compra, confirmar o recebimento da aceitação do produto ou serviço e

Varejo se prepara para a era do m-payment


Comerciantes aguardam a novidade, enquanto especialistas já alertam sobre necessidade de leis que evitem crimes
Adriana Lampert


Capanema alerta para a necessidade de segurança no m-payment
Capanema alerta para a necessidade de segurança no m-payment
Ainda vai demorar um pouco, mas a tendência mais esperada pelo comércio brasileiro começa a dar sinais de sair do projeto, ainda embrionário. Aplicado em outros países, como os Estados Unidos, o modelo de pagamento móvel via smartphones conhecido como m-payment (Mobile Payment) deverá, em alguns anos, compartilhar espaço com os cartões de crédito, agregando conforto e agilidade na hora da compra. No entanto, especialistas em crimes cibernéticos, como o coordenador do curso de Direito Eletrônico da Escola da Magistratura do Rio de Janeiro, Walter Capanema, alertam para a necessidade de segurança jurídica por parte das empresas e para a capacidade de reconhecer possíveis tentativas de golpes por parte dos consumidores.

Capanema estará em Porto Alegre para falar sobre o tema A Eficiência da Nova Legislação dos Crimes Cibernéticos, durante a terceira edição do Congresso Sulbrasileiro de Crédito e Cobrança (Congrecred), que ocorrerá dia 17 de julho, no Centro de Eventos do Hotel Plaza São Rafael. “Para se ter mais segurança no serviço bancário, tem que ser segurança tecnológica, com sistemas de proteção constantemente atualizados, assim como leis penais prevendo que a conduta de invadir o banco e lesar o consumidor seja crime e que a pena imponha um certo medo, a ponto de o criminoso pensar duas vezes antes de praticar uma ação deste porte”, considera o especialista.

Segundo ele, no Brasil já ocorrem várias fraudes bancárias executadas via mensagens de email ou redes sociais. “Em geral, o criminoso manda um link instigando a vítima a clicar ali, instalando no computador um programa espião que vai roubar senhas e dados bancários. Esta fraude depois possibilita o furto de dinheiro”, explica, alertando que o pagamento móvel corre o risco de passar pelo mesmo processo.

Neste sentido, o coordenador do curso de Direito Eletrônico defende que desde já as empresas têm que potencializar sua segurança tecnológica para proteger o consumidor. “Acho que a ferramenta é boa, vai facilitar negócios de compra e venda, aumentando a possibilidade de negociação, com mais celeridade na compra”, pondera. Mas emenda: “Também pode aumentar o endividamento, induzindo aquisições por impulso, porque há esta facilidade de nem sequer ser preciso retirar a carteira do bolso para puxar o cartão de crédito.”

Mas a tecnologia vem para ficar, garante o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL-POA), Gustavo Schifino: “No Brasil ainda é bastante novo, mas em outros lugares do mundo este modelo tem se mostrado bem efetivo”, garante. Segundo o dirigente, em algumas lojas do exterior, o m-payment vem sendo usado como plano de teste. “Já usei, e a possibilidade de pagar com o celular de maneira bem simples, somente usando o Wi-Fi da loja, que identifica a presença do cliente, é muito confortável”, opina.

Para consultor, sistema precisará de tempo para ser absorvido

Não precisar mexer em dinheiro, até mesmo na hora de comprar um cafezinho, será de fato sedutor, avalia o especialista em varejo Xavier Fritsch. “As administradoras estão analisando os efeitos disso no Brasil. Acredito que para ser efetivamente implementado ainda vai precisar de volume, escala, quantidade de operações para compensar os custos, porque a inovação tem que ser experimentada, e leva tempo para ser absorvida pelo público.” O consultor, que também é comerciante, acredita que ainda vai demorar para o modelo “proliferar no mercado”. “Os próprios cartões com chip demoraram para se tornar populares”, argumenta.

Quanto aos riscos da tecnologia, Fritsch afirma que será como “uma caixa preta”. “A tecnologia cibernética promove uma sensação de sobressalto ao varejista todos os dias, você nunca sabe se os hackers vão entrar.” Ele concorda que a necessidade de esquema de segurança das grandes redes tem que ser muito apurada. “Mas se houver uma fraude, quem administra o sistema é que tem culpa”, destaca.

O coordenador do curso de Direito Eletrônico da Escola da Magistratura do Rio de Janeiro, Walter Capanema, adianta que durante o 3º Congrecred irá falar de como legislação brasileira trata de crimes envolvendo fraudes bancárias e sobre a Lei Carolina Dieckmann, que prevê o crime de invasão de dispositivo informático. As inscrições para o evento podem ser feitas pelo site www.congrecred.com.br.

Modelo deve ser regulamentado neste ano

O mobile payment, modelo de pagamento e transações financeiras pelo celular, deve ser regulamentado ainda este ano pelo governo federal. O novo sistema, que promete facilitar a vida dos consumidores, está sendo desenvolvido pelas principais instituições bancárias, como o Banrisul, no Estado, que irá implementar o modelo na sua rede de adquirência. “Estamos fazendo um trabalho no parque de POS com tecnologia NFC para conseguir fazer transação mobile via Banricompras”, anuncia o gerente executivo de Desenvolvimento de Sistemas para Canais Eletrônicos do Banrisul, Carlos Bol. Como a rede do banco é extensa, o trabalho exige ser feito em longo prazo. “Estes equipamentos terão que ser adquiridos para substituir os antigos no parque de POS. Isso envolve custos, o que impossibilita prever quanto tempo irá levar.” O banco está realizando parcerias com operadoras para se inserir no novo contexto de mercado, finaliza o gerente.

O superintendente da Unidade de Segurança da TI do Banrisul, Jorge Krug, admite que todo novo canal virtual que chega ao mercado corre risco de ser alvo de ataques de hackers. “Estamos trabalhando com arquitetura muito similar à forma do banco de cartão com chip, que se mostrou 100% segura”, pondera. Segundo ele, uma certificação digital garante a segurança pelo uso de um modelo de “elemento seguro”. “O banco está migrando, desenvolvendo arquitetura baseada em elementos virtuais que garantirão a segurança nas transações que estarão rodando no modelo m-payment”, reforça. Implementada por algumas empresas de tecnologia, a possibilidade de uso do mobile payment já consta nos smarthphones que circulam no mercado, mas ainda não existe background para sua operação. “Não há homebank, e nem os cartões de crédito disponibilizam a ferramenta”, ressalta o presidente da CDL-POA, Gustavo Schifino. No entanto, ele acredita que o m-payment não está tão longe de chegar ao varejo.

Mesmo em fase de testes nas empresas, a promessa mais otimista dá conta de que em alguns meses o modelo já estreie como alternativa de pagamento nas lojas. “É uma experiência positiva de compra. Os lojistas estão animados com a ideia, pois garante mais segurança e comodidade para o cliente”, reforça o presidente da CDL-POA. Ele afirma que assim que estiver disponível pelas operadoras de cartão e os aparelhos de telefonia estiverem com a tecnologia à disposição, o modelo será implementado no varejo da Capital. 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

MVNO em operação no Brasil

Fonte:teleco
Porto Seguro e Datora

A Porto Seguro foi a primeira operadora móvel virtual a entrar em operação no Brasil. A Anatel reportou os primeiros celulares da Porto Seguro em 17/08/2012 e da Datora em Fevereiro de 2013.



MVNO
Jul/12
Ago/12
Set/12
Out/12
Nov/12
Dez/12
Jan/13
Fev/13
Mar/13
Abr/13
Porto Seguro
2.000
8.000
8.000
8.000
8.000
8.000
22.239
35.377
41.377
54.231
Datora
-
-
-
-
-
-
-
1.000
1.000
1.250


A Porto Seguro adotou o modelo da autorizada de rede virtual e utiliza a rede da TIM.

A Datora Telecom é a responsável pela operação, gestão de tráfego, emissão de contas e acordos de interconexões.

A Porto Seguro Telecom é a responsável pelo atendimento a clientes. A Ericsson foi escolhida para desenvolver e instalar toda a plataforma de telefonia da parceria Datora Telecom/Porto Seguro.


Os termos de autorização com a Anatel foram assinados em 17 de novembro de 2011.

Datora Mobile

Após pesquisar sobre o mercado de M2M (machine to machine) no Brasil,

A Datora Mobile (Sermatel) entrou em operação em Nov/12 com uma plataforma M2M (machine to machine), que pode ser gerenciada pelos clientes. Ela pretende atuar em serviços M2M de medição industrial, segurança patrimonial para smart meter, rastreamento de veículos, telemetria, entre outros.


Sisteer

A Sisteer, empresa que atua como MVNE, recebeu em 15 de dezembro de 2011 autorização de MVNO da Anatel.

Em Jun/13 anunciou um acordo de cinco anos com a Telefônica Vivo para um projeto de MVNO no Brasil (modelo de autorizada).


Algar Telecom e Tesa Telecom


A Tesa Telecom anunciou em Mai/12 o projeto piloto de MVNO, que terá foco na entrega de serviços quadri-play em todo o território nacional. Inicialmente, os testes envolvem serviços machine-to-machime (M2M) e numa segunda etapa, entram os serviços de voz. A Tesa pretende oferecer estes serviços para sua base de clientes corporativos, como parte da estratégia de expansão da oferta através de um conjunto de serviços de valor agregado.

O projeto conta com a participação da Algar Telecom, empresa de telecomunicações do Grupo Algar, como MNO (Mobile Network Operator) e Transtelco, como MNVE (Mobile Virtual Network Enabler), que também conta com a plataforma de billing da Capernow, e soluções da camada de TELECOM da Bichara e Orange Tecnologia



quinta-feira, 13 de junho de 2013

GSMA lança plataforma de análise para o setor móvel

   GSMA lança plataforma de análise para o setor móvel

Portal online oferece dados de todas as operadoras móveis do mundo

A GSMA lançou nesta quarta-feira (12) o GSMA Intelligence, um poderoso e novo recurso de análise e dados a serviço da indústria das comunicações móveis. O portal online oferece o conjunto de pontos de dados mais abrangente do setor, cobrindo cada operadora móvel de cada país do mundo, junto com insights de mercado produzidos por uma equipe de experientes analistas e especialistas.
 
O portal oferece funções adequadas a todos os participantes de dentro do ecossistema móvel, incluindo operadoras de telecomunicações, fornecedores, membros da internet, setores verticais, governos e reguladores e instituições acadêmicas.  Ela também oferece novos recursos para 'uso gratuito', criados para envolver os bilhões de usuários individuais do setor móvel em todo o mundo.

GSMA Intelligence é formado por diversos componentes: Dados & Previsões: GSMA Intelligence oferece a fonte definitiva de dados e previsões das operadoras móveis, alimentada por uma base de clientes de mais de 800 das maiores operadoras móveis do mundo, assim como outros participantes essenciais do setor. O conjunto de dados é o da maior autoridade disponível, largamente usado como uma referência na indústria e citado pela mídia, fornecendo uma visão de longo prazo a seu respeito. Com mais de 13 milhões de pontos individuais de dados (atualizados diariamente), o serviço fornece a cobertura do desempenho de todas as 1.140 operadoras e 1.153 MVNOs em 3.505 redes, 65 grupos e 236 países de todo o mundo.

Análise & Insights: a equipe de pesquisa da GSMA Intelligence reúne proeminentes analistas do setor, acadêmicos e especialistas em dados, que produzem relatórios de qualidade regulares sobre uma variedade de tópicos do setor, que servem para contar as histórias por trás dos números.

Mobile for Development Intelligence: um portal aberto que rastreia o impacto econômico, social e ambiental das soluções móveis no mundo em desenvolvimento. Sua pesquisa visa identificar e acelerar as oportunidades de investimento nos mercados emergentes, para apoiar o desenvolvimento de serviços móveis que gerem benefícios significativos para os clientes.

Biblioteca de documentos: a biblioteca de documentos da GSMA Intelligence é uma coletânea sem rival de relatórios, pesquisas e documentos do setor, apoiada por uma ferramenta de busca intuitiva e poderosa. Junto com arquivos mensais e anuais dos relatórios de análise da GSMA Intelligence, a biblioteca também abriga pesquisas próprias da GSMA, bem como trabalhos selecionados de firmas de consultoria e outras entidades do setor.

Feed de tempo real: O 'feed' GSMA Intelligence oferece insights de dados do mercado em tempo real e como reportado pelo setor. O feed reúne, com exclusividade, trechos contextuais e gráficos diretamente extraídos de empresas móveis e fontes confiáveis da mídia, fornecendo  visão instantânea de importantes tendências do setor, informando e permitindo decisões em tempo real.


Um serviço GSMA Intelligence básico está disponível gratuitamente, oferecendo acesso aos painéis do mercado, que fornecem uma 'visão' de todo o mercado móvel mundial, listando seus principais indicadores e participantes. Também de uso gratuito é uma nova ferramenta chamada Timeline, que rastreia a evolução do setor das comunicações móveis de um modo envolvente e interativo, fornecendo uma apresentação da indústria para os bilhões de usuários móveis de todo o mundo.(Da redação, com assessoria de imprensa)

sábado, 8 de junho de 2013

MVNO da Sisteer volta-se para o público evangélico

Companhia francesa que atuará como autorizatária  fechou acordo de compartilhamento de infraestrutura com a Vivo


A Sisteer, companhia francesa que opera no mundo Móvel Virtual Network Enabler (MVNE) e que no Brasil atuará como operadora virtual (MVNO) autorizada, informou que o projeto voltado para o varejo de telefonia móvel com previsão de lançamento em janeiro será focado para o público evangélico.

A companhia ainda mantém sigilo sobre as parceiras no projeto, mas confirmou esta semana que a MNO, com quem assinou um contrato de compartilhamento de infraestrutura, é a Telefônica Vivo.

A Sisteer tem subsidiárias no Brasil, Malásia e Marrocos. O seu serviço de rede móvel (MVNE) hospeda os usuários finais de 30 MVNOs. (Da redação)

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